Apresentação

 

OS INSTRUMENTISTAS

Jorge Mello

 

O compositor brasileiro, não é obrigado a trabalhar utilizando só os ritmos, melodias e harmonias que contenham elementos da música popular tradicional do país. A sua música é resultado de sua experiência e essa tem as influências mais diversas. O músico instrumentista brasileiro menos ainda está preso aos grilhões do que é tipicamente nacional e também do que é considerado “popular”, ou “erudito”.  A linguagem musical brasileira é multifacetada e rica e o músico deve utilizar sua experiência e técnica como matéria prima dessa música tão respeitada lá fora. E também trabalhar esse material que constitui nossa música popular como matéria prima para apurar sua técnica, seja nos modos do repente nordestino ou nas monocórdicas melodias dos cantos místicos indígenas. Seja nos ritmos das emboladas ou nas batidas pantaneiras.

O músico instrumentista que domina a técnica de seu instrumento, deve juntar todos esses elementos no contato com seu instrumento. Veja Egberto Gismonti como exemplo. Artista que sabe dosar todas essas informações colhidas no popular nessa miscelânea de estilos regionais, e as emprega de forma a que apareçam mas revertidas de sutilezas onde os “elementos estão presentes, insinuados, implícitos, quase negados, mas, por essa razão, com uma particularidade original.” Como escreveu Rúrion Melo em seu ensaio O “popular” em Egberto Gismonti (publicado em NOVOS ESTUDOS nº 78 de julho de 2007 – SEBRAP).

Nossa música popular deve aos instrumentistas brasileiros a variedade do material musical, estilos característicos, mistura de ritmos, timbres os mais diversos e sofisticação harmônica e melódica. Instrumentação muitas vezes pouco convencional que gera cores musicais específicas. E, claro, põe sabor único e encantador à sonoridade da música brasileira, reconhecida em todo o mundo.

Somos o país da canção, da poesia cantada e nossos instrumentistas tiveram que se adaptar a essa realidade. Pixinguinha é um exemplo de compositor instrumentista e sempre coerente com a linguagem musical a que se afinava mais que às letras. E mesmo ele teve de se adequar e exercitar a prática cancional. Além de ser um músico dedicado à flauta e posteriormente ao sax, os instrumentos de seu maior interesse, foi membro de conjuntos musicais ou pequenas orquestras e um grande criador de melodias. E mesmo ele buscou textos de parceiros como Cândido das Neves e João de Barro e Vinícius de Morais, para trabalhar com a tradição das canções. Mas sempre esteve do lado musical da canção.

Viva a música brasileira. Viva seus maravilhosos instrumentistas!

 

LISTA DE INSTRUMENTISTAS FOTOGRAFADOS POR MÁRIO THOMPSON e indicados por Jorge Mello

1 – Egberto Gismontti

2 – Oswaldinho do Acordeon

3 – Waldir Azevedo

4 – Paulo Moura

5 – Altamiro Carrilho

6 – Heraldo do Monte

7 – Naná Vasconcelos

8 – Papete

9 – Cesar Camargo Mariano

10 – Laércio de Freitas

11 – Antonio Carlos Jobim

12 – Hermeto Pascoal

13 – Moacir Santos

14 – Bocato

17 – Canhoto da Paraíba

18 – Rafael Rabelo

19 – Sebastião Tapajós

20 – Wagner Tiso

Galeria de Fotos - Instrumentistas

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